sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os depois se despediram calorosamente, sabendo que aquele beijo poderia ser o ultimo. Conversaram andando ainda, cada um em sua direção até se virarem por completo e seguirem para casa.
Ela lhe disse que era melhor terminar. Ele a disse que isso não vai acontecer. Os motivos pelo qual ela queria terminar eram claros: um medo compreensivo do futuro e toda a catástrofe que os esperava.
E os motivos dele não querer terminar também era compreensivo: para começar de conversa ele não se importava com o que estaria por vim, ele queria aquilo, queria ela com ele, não estava interessado no que estaria por vim, só lhe interessava os momentos ótimos que passaram juntos.
O futuro só interessava a ela, não que ele não queria um futuro com ela. Acredite é o que ele mais quer. Só que esse medo do futuro não era algo que o pertencia. Não era uma preocupação que ele se permitia ter. Ela sempre foi mais lúcida. Escolheu o certo, que foi não se entregar por inteiro. Ir ao poucos. Colocar o pé na água para checar sua temperatura. Ele, claramente, mergulha de cabeça, sem nem se preocupar. Uma coisa os dois compartilhavam. O amor um pelo outro. Uma coisa que só pertencia a ele: a vontade de continuar. Só que o pessimismo era a que fazia ela ficar parada. E o otimismo o fazia querer sempre mais.
Igualmente realistas, eles não almejavam o eterno. Para sempre não era algo razoável para eles. Só que ela desistiu de tentar buscar o não razoável, o impensável, o impossível. E ele não.
Por fim, depois de uma longa conversa sobre o futuro. Decidiram por não decidirem nada. Deixar rolar; Se vão ficar da próxima vez que se vir, não se sabe. O que se sabe é que ele com certeza vai tentar e o tempo que ela demorar a ceder é o que decide isso...

Pensar para quê?

Pensar faz as coisas que parecem legais por ser espontâneas parecerem ridículas. Pensar impedir o próximo passo. Pensar adia o sim, para um provável não. Se as grandes coisas da sua vida, os grandes momentos fossem pensados, eles provavelmente nem existiriam. Pensar ela aos malditos “será que é certo” e “e depois, como fica”. Não pense, não pense nem antes, nem durante e nem depois. Pensar antes leva a desistência, pensar durante ela a culpa, pensar depois leva ao arrependimento.
Tudo que você desejou fazer, nem que por um secundo, deve ser feito. Afinal a vida é um rio. Não coloque o pé para checar se a água esta fria ou não, mergulhe de cabeça. A recompensa pode ser indescritível.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sempre é possivel anular o passado. O arrependimento, o esquecimento e a renúncia poderiam apagá-lo. Mas o futuro era improvável.

Sobre os Heróis

Toda pessoa é fã de algum herói. Mas já perceberam que todas as historias dos heróis são tristes? E através daquele trauma em sua vida, eles se recuperam e se tonam heróis de verdade? Poderes eles já possuem, mas só se torna heróis quando crescer psicologicamente.
Homem-Aranha? A aranha radioativa já o tinha picado, ele já possuía grandes poderes. Então como qualquer ser humano, ele pensou nele mesmo, pensei em ganhar dinheiro, o que aconteceu? Seu egoísmo o fez perde o tio. Mas não foi ai que ele virou herói, não. Como qualquer ser humano, ele foi atrás de vingança. Mas não se vingou. Só ai ele virou um verdadeiro herói.
Batman? Quando criança perde os pais. Virou um super-herói naquele momento? Não, ele foi corrompido por todo o seu dinheiro e poder. Quase esqueceu as coisas que seus pais o ensinaram. Mas quando viu sua cidade, a cidade que o pai dele tanto amava e se orgulhava se destruindo, ele poderia ter simplesmente abandona gotan, comprar uma casa grande e luxuosa em outro lugar e trocar de esposa com a mesma frequência que troca de carro, mas ele não fez isso. Ele lutou pelo que acreditava, pelo que achava ser certo. E mesmo não tendo superpoderes ele se tornou um super-herói.
Eu poderia citar vários exemplos de super-heróis que são admirados. Mas o que deve ser notado é que eles só se tornam super quando superam os seus defeitos e medo e lutam pelo que acreditam, pelo que acham certo.
Todos podemos ser super. Basta seguir seus sonhos e lutar pelo que acredita.

sábado, 12 de novembro de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Ficou parado mais alguns instantes, com água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.













                 A menina que roubava livros.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O saxofonista que estava no caminho

O saxofonista que estava no caminho

Naquele dia ela saiu do quarto, botou suas botar pretas, vestiu seu sobretudo, pegou o guarda-chuva e saiu. Desceu quatro lances de escada antes de chagar a porta. Comprou um jornal na esquina, atravessou a avenida, andou três quadras, passou por um artista de rua que estava tirando seu saxofone da capa, atravessou mais uma rua e chegou a cafeteria. Pediu um café preto e dois pães de queijo. Enquanto o café não vinha, pegou o jornal e começou a ler. Leu metade da noticia principal antes de do café chegar. Dobrou o jornal e o colocou na mesa. Ela não acha que ia chamar atenção já que toma seu café normalmente, achava que ninguém nunca irar notar o modo em que contraia os lábios depois de cada gole, acredita que ninguém percebe que ela ler o jornal ao mesmo tempo em que morde o pão de queijo. Ela fez tudo como sempre fazia e nunca a acontecera nada de especial, porque daquela vez seria diferente? Bom, seria diferente porque o saxofonista a notou.
Então depois que ela cruzou com por mim, guardei meu sax e a segui discretamente até a padaria. Sentei longe o suficiente para ela não me reconhecer e perto o suficiente para deslumbrar cada movimento dela. Vi que ela trabalhava ali na frente e que não podia continuar com minha perseguição, então esperei ela terminar o café e ir para o trabalho antes de voltar ao meu trabalho. Quando ela saiu e foi trabalhar, peguei o saxofone e voltei para rua aonde tocava, toquei o dia todo esperando ela passar de novo por mim. Mas isso não aconteceu.
No dia seguinte cheguei mais cedo ao meu ponto de trabalho, quando percebi que ela se aproximava, comecei a tocar. Vi ela se aproximando, andando apressada como sempre, parei de tocar e a vi passar, quando ela passou por mim continuei a tocar, só que agora tinha motivos. E aconteceu a mesma coisa nos dias que se seguiram. Eu tocava, ela passava com pressa, eu parava a via passar por mim até ir embora. Depois de ma semana com a mesma rotina, ela pareceu notar e finalmente foi falar comigo.
- com licença. – meu coração se encheu de alegria ao ouvir sua voz
- pois não? - Respondi.
- porque senhor sempre para quando eu estou passando?
- porque é muito difícil tocar quando a musica do sax começam a se confundir com o som do seu coração acelerado.
Ela ficou sem jeito, me olhou e dessa vez não me viu apenas como um senhor de meia-idade, que tocava sax na rua. Ela me viu um homem doce e gentil, coisa que minha barba mal feita e os meus cabelos levemente grisalhos escondiam. Educadamente se aproximou de mim e perguntou.
- o senhor não gostaria de tomar um café comigo?
- eu vou, mas com duas condições.
- e quais seriam essas condições? – perguntou ela curiosa.
- você para de me chamar de senhor e me chamar de Tomas e me dizer seu nome.
Surpreendida com as minhas condições, simplesmente riu. Apenas riu.
- tudo bem Tomas. Eu sou Aline. Podemos tomar um café numa padaria que tem logo ali.
- então vamos... - enquanto iam caminhando junto, percebi que nosso assunto fluía naturalmente, que poderíamos falar por horas interruptas sem achar chato ou tedioso. Então chegou a fatídica hora em que ela iria trabalhar e eu voltaria ao meu ponto. Só que algo mudou. Enquanto tocava meu sax perto da hora de ir embora, notou que Aline se aproximava, ela nunca tinha voltado pelo mesmo lugar, ela só passara por ali porque era o caminha da padaria. Mas ela voltou pelo mesmo caminho. Apenas para ouvir o meu sax tocar.
Ela parou na minha frente, trazia uma sacola com pães de queijo, se sentou na calçada, pegou um pão e começou a comer ouvindo o saxofone tocar. Fiquei surpreso só que dessa vez não parei de tocar. Toquei mais alto e mais bonito. Fazendo ela ter contrações de emoções, orgasmos sonoros. Quando a musica acabou, eu coloquei o sax de lado, sentei ao lado de Aline e nós dois ficamos a eternidade de alguns segundo se olhando até que ela se aproximou do meu rosto e colocando a mão sobre minha orelha, me beijou. Se os segundos se olhando pareceram uma eternidade, os segundos durante o beijos pareciam centésimos, milésimos, passou rápido demais, acabou rápido de mais. Nossos rostos se afastaram, os olhos se abriram e se encontraram novamente. Os de Aline se esconderam em vergonha, os meus foram tomados pela surpresa e pela emoção. Ela se desculpou, e disse que cometeu um erro. Quem dera todos os erros fossem tão prazerosos como um beijo de Aline. Eu foi cavalheiro e admiti também ter culpa. Essa era uma culpa que qualquer um podia levar sem serias conseqüência. Depois das desculpas, ela riu, foi se levantando lentamente na frente dos olhos em mim até ficar em pé. Eu me levantei e fiquei diante dela. Ela me olhou e foi embora sem dizer mais nada. Eu podia ir atrás dela, devia ter ido atrás dela, mas minha mente ainda estava incrédula com o que tinha de acontecido, não consegui mover meus os pés. Não tinha o que fazer, em meu coração eu tinha certeza que a veria amanhã. Então o único movimento que fiz foi passar o dedo indicador em cima do meu lábio inferior e lembrar o lindo momento em que Aline me beijara.