segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Precisamos de uma razão. Qualquer uma, nem precisa ser verdade, apenas acreditável, convincente, ou simplesmente, seguida por muitas pessoas. Temos a incapacidades de sermos bom por nós mesmo. Necessitamos de algo que nus faça parar mesmo quando não for a nossa intenção. Deixamos de fazer coisas por medo e acabamos desperdiçando chances únicas. Existem coisas na vida que são impossíveis de explicar, mas não é impossível viver sem essa explicação. Não preciso de um apocalipse para lembrar que não posso matar, e também só porque não acredito em paraíso e em todo esse conto de fadas para fazer o bem, pensar nas outras pessoas. Não preciso freqüentar igrejas para ser salvo. Na verdade não tem nenhuma necessidade de me salvarem. Afinal, me salvar do que? De quem? De bestas mitológicas e do fim do mundo?
Não existem verdades absolutas, nem tão poucas homens que são donos da verdade. Não preciso seguir uma doutrina para fazer o certo e não fazer o que é errado, apenas sabe distingui-los

domingo, 19 de dezembro de 2010

Então, um dos caras mais inteligentes ultimamente e um ídolo a ser seguido por mim, é e sempre foi o Arnaldo Jabor. Desde suas criticas simples e reais no jornal do globo ou pelas suas brilhantes crônicas. Enfim, sem mais delongas, vou postar hoje uma crônica do mesmo.

Pessoas Inteligentes.

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia como idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor,de 2.000 REIS.Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.'Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.