Pela total falta do que fazer e pela total falta de atenção, minha ideia aqui são colocadas
terça-feira, 22 de maio de 2012
Procurando o que já tem.
Rafael era um homem triste.
Ele tinha dinheiro o suficiente para comprar amigos, bebidas e sexo. Mas não tinha dinheiro para comprar felicidade. Então, cansado de se sentir só, resolveu vender as coisas, que anteriormente, comprava. Abriu um bar, ofereceu amizade a todos os clientes e sempre que podia organizava possíveis encontros amorosos entre eles. Só que nem assim encontrou o que procurava.
Resolveu então vender seu bar e ficar mais próximo de deus. Foi para igrejas, mesquitas, paroquias, templos, terreiros e todos os lugares onde as pessoas encontravam-se para entrar em contato com deus, doou todo o seu dinheiro para ajudar os pobres e mesmo assim sua infelicidade só aumentava.
Resolveu se apaixonar e constituir uma família, só que sem dinheiro, nenhuma mulher lhe dava atenção.
Então, depois de pedir dinheiro emprestado para um banco e de dar sua casa como garantia, montou uma pequena empresa que vendia botões. Sua empresa cresceu e monopolizou a fabricação e venda de botões. Rafael ficou rico novamente.
Sua infelicidade só aumentava com o passar dos anos. Então Rafael lembrou do seu plano de se casar, só que agora rico, ficaria muito mais fácil achar o amor de sua vida. Rafael achou o amor de sua vida, depois de três meses, Rafael encontrou outro amor de sua vida e outro e outro. Os amores passavam, os anos passavam, o dinheiro acumulava, a infelicidade acumulava.
Aos noventa e três anos e sozinho, o anjo da morte veio buscar Rafael. Ele estava na sua cadeira de balanço, com sua bengala do lado e seu livro na mão. Quando a morte levava em seus braços a alma de Rafael, ele a perguntou por que nunca foi verdadeiramente feliz. A morte lhe olhou nos olhos e disse:
- Tu tiveste tudo que desejou, mas quando o tinha deixava de lado. Amava o dos outros, invejava a felicidade alheia e nunca se preocupou em cultivar a sua. Se queres saber por que nunca fostes realmente felizes, eu vos digo o motivo: porque você não a procurou em você.
domingo, 20 de maio de 2012
Solidão, solidão, solidão...
Solidão acompanhada
Solidão observada
Solidão
Solidão que é esquecida quando eu te ajudo
Solidão que é esquecida quando me iludo
Solidão que é esquecida quando seus problemas se tornam meus problemas
E no mar turbulento
Talvez você seja meu alento
Meu remo
Que me leva para longa da realidade
Para onde eu me sinta a vontade
Para perto de você
Dois pontos finais.
Tento te ajudar.
Tento me concentrar nos seus problemas.
Esquecer os meus problemas.
E minha vida acalmar.
Pois eu só lembro que vivo quando você está aqui.
Só lembro que sinto, quando a saudade me faz.
Só lembro-me de esquecer, quando teimo em sentir.
E me alimentando de sempre mais.
É quando me perco,
Que eu me encontro.
E em você que eu me encontra.
E é ai que eu me perco de vez.
Nos mar turbulento que é a realidade
Tento sempre seguir em paz com minha canoa
Só que ela me joga me joga no mar
E me afundo em realidades que desejo ignorar
A triste realidade que é gostar..
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