Nada Além
Zeca Baleiro
Você não quer ver nada além do seu umbigo
E eu quero ver o que há depois do perigo
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Ando pelas ruas cheirando a fumaça dos motores
Enquanto você fantasia suas dores de amores
Você não quer ver nada além do seu mundinho
E eu prefiro escrever meu próprio caminho
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Você sonha ser princesa em castelos fabulosos
Enquanto eu vago na cidade entre inocentes e criminosos
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Você sonha ser princesa em castelos fabulosos
Enquanto eu vago na cidade entre inocentes e criminosos
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Ninguém pode ensinar nada a ninguém
Fique com os seus bonsais, seus haicais,
Sua paz, suas flores, seu jardim de inverno
Se isso é céu eu prefiro meu inferno
Pela total falta do que fazer e pela total falta de atenção, minha ideia aqui são colocadas
quarta-feira, 27 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Bom apenas em matar.
Antonio era bom em uma única coisa e a fazia como ninguém: Matar.
Era casado com a Sophia, uma jovem magricela, ruiva e cheia de sardas. A conhecera quando foi incumbido por um marido ciumento a matar sua mulher adúltera. Quando foi fazer seu trabalho, viu Sophia se arrumando para voltar para casa, entrou devagar pela porta deixando a luz entrar e a viu levantando sua meia calça pelas canelas finas e brancas e sentiu pela primeira vez que devia conhecer sua vitima.
Durante a conversa descobriu que Sophia não tinha um amante e sim vários pois se prostitui-a. Tentou entender como alguém tão frágil conseguia fazer algo tão errado. Um pensamento controverso, já que habitava a mente de um assassino de aluguel. Ela o explicou que só fizera aquilo para achar alguém pior que o próprio marido, durante dois anos e meio nunca achou ninguém que a destratasse tanto como o homem que um dia amou. A ideia de dormi com estranhos por dinheiro era menos assustadora do que admitir que estivera errada sobre seu marido.
Intrigado com o motivo de o marido ser pior que vagabundos de uma noite, ela o explicou que, depois de um lindo casamento, apanhou varias e varias vezes do marido por motivos que ela desconhece, pois as surras começaram antes da prostituição, explicou como ele batia nela e depois a presenteava com flores e falsos carinhos arrependidos. Sophia odeia flores e prefere o carinho de estranho ao do próprio marido. Se separar era impensável, pois ele a jurou de morte se assim fizesse, só que a queria morta mesmo sem ela ter dado entrada nos papeis do divorcio.
Depois de uma longa conversa mental, Antonia guardou a arma e escreveu um endereço no braço de Sophia. Disse para ela que a partir desse momento ela estaria livre do marido e o endereço era de um local que ela poderia recomeça se assim desejasse. Saiu pela porta do motel e voltou para receber seu dinheiro pelo trabalho não feito. Quando foi questionado sobre a morte de Sophia ele afogou o marido traído e espancador na piscina onde costumava banhar e bater nela pelo biquine pequeno ou por não ter entregado a cerveja na velocidade que ele desejara ou simplesmente por ter tido um dia ruim.
Quando Antonio voltou para a casa, viu Sophia sentada no sofá, com as mãos entre as pernas e com um olhar tímido. Caminhou até ela e a levantou bruscamente pelo braço colocando seu corpo em contato com o dele, os batimentos cardíacos de dela dispararam mais logo se estabilizou. Disse no ouvido dela que essa seria a ultima dor que sentiria em sua vida e que seu coração só bateria assim por amor e não mais por medo. A beijou na pequena claridade que a lua trazia para sua casa e como se ela fosse sumir, a envolveu em seu braços e colocou seu dedos entre os cabelos ruivos de Sophia.
Um pensamento surgiu na mente de Antonio. Teria ele salvo Sophia porque ela necessitava ou teria a salvado por que ele necessitava dela? Teria ele cometido um erro por seguir seu coração pela primeira vez? Esses pensamentos se foram quando descobriu a segunda coisa em que era bom: Amar. Antonio a amou e deixou de matar por dinheiro. Comprou uma casa em outra cidade com o dinheiro dos assassinatos, se casou com Sophia e abriu um restaurante. Antonio passou a fazer apenas duas coisas maravilhosamente bem: Cozinhas e amar. Mas seu amor era apenas por Sophia. Então Antonio fazia duas coisas bem: cozinhar e amar Sophia.
Continuou a fazer essas duas coisas durante toda a vida. Nunca teve nenhum problema com policia ou com nenhum detetive, porque ele era realmente bom quando matava. Nunca levantou suspeita sobre seu passado e nem Sophia sobre o dela. De vez em quando algum cliente reconhecia Sophia, mas ela educadamente e com um sorriso envergonhado respondia que era um engano. Quem discordaria de olhos tão bonitos, de uma pele tão macia e de um jeito tão meigo? Ninguém. E a vida dos dois seguiu e seguiu bem durante anos. Só que em uma manhã, enquanto Antonio preparava o café da manhã para Sophia, não conseguiu acorda-la. Com suas mãos, já debilitada por causa da idade, ela a sacudira e a beijava varias vezes. Só que Sophia já tinha ido. Quando abriu seu restaurante, algumas semanas depois, percebeu que não sabia mais cozinhas nem mesmo um simples ovo.
Fechou bem mais cedo e foi para casa. Chegando a sua casa pegou sua pistola Magnum 44 e notou que já não era mais bom em cozinhar, que seu único amor se foi e assim não era mais bom em amar também. Com sua pistola na mão testou e comprovou colocando a arma na testa que, sem Sophia, só era bom em matar.
Era casado com a Sophia, uma jovem magricela, ruiva e cheia de sardas. A conhecera quando foi incumbido por um marido ciumento a matar sua mulher adúltera. Quando foi fazer seu trabalho, viu Sophia se arrumando para voltar para casa, entrou devagar pela porta deixando a luz entrar e a viu levantando sua meia calça pelas canelas finas e brancas e sentiu pela primeira vez que devia conhecer sua vitima.
Durante a conversa descobriu que Sophia não tinha um amante e sim vários pois se prostitui-a. Tentou entender como alguém tão frágil conseguia fazer algo tão errado. Um pensamento controverso, já que habitava a mente de um assassino de aluguel. Ela o explicou que só fizera aquilo para achar alguém pior que o próprio marido, durante dois anos e meio nunca achou ninguém que a destratasse tanto como o homem que um dia amou. A ideia de dormi com estranhos por dinheiro era menos assustadora do que admitir que estivera errada sobre seu marido.
Intrigado com o motivo de o marido ser pior que vagabundos de uma noite, ela o explicou que, depois de um lindo casamento, apanhou varias e varias vezes do marido por motivos que ela desconhece, pois as surras começaram antes da prostituição, explicou como ele batia nela e depois a presenteava com flores e falsos carinhos arrependidos. Sophia odeia flores e prefere o carinho de estranho ao do próprio marido. Se separar era impensável, pois ele a jurou de morte se assim fizesse, só que a queria morta mesmo sem ela ter dado entrada nos papeis do divorcio.
Depois de uma longa conversa mental, Antonia guardou a arma e escreveu um endereço no braço de Sophia. Disse para ela que a partir desse momento ela estaria livre do marido e o endereço era de um local que ela poderia recomeça se assim desejasse. Saiu pela porta do motel e voltou para receber seu dinheiro pelo trabalho não feito. Quando foi questionado sobre a morte de Sophia ele afogou o marido traído e espancador na piscina onde costumava banhar e bater nela pelo biquine pequeno ou por não ter entregado a cerveja na velocidade que ele desejara ou simplesmente por ter tido um dia ruim.
Quando Antonio voltou para a casa, viu Sophia sentada no sofá, com as mãos entre as pernas e com um olhar tímido. Caminhou até ela e a levantou bruscamente pelo braço colocando seu corpo em contato com o dele, os batimentos cardíacos de dela dispararam mais logo se estabilizou. Disse no ouvido dela que essa seria a ultima dor que sentiria em sua vida e que seu coração só bateria assim por amor e não mais por medo. A beijou na pequena claridade que a lua trazia para sua casa e como se ela fosse sumir, a envolveu em seu braços e colocou seu dedos entre os cabelos ruivos de Sophia.
Um pensamento surgiu na mente de Antonio. Teria ele salvo Sophia porque ela necessitava ou teria a salvado por que ele necessitava dela? Teria ele cometido um erro por seguir seu coração pela primeira vez? Esses pensamentos se foram quando descobriu a segunda coisa em que era bom: Amar. Antonio a amou e deixou de matar por dinheiro. Comprou uma casa em outra cidade com o dinheiro dos assassinatos, se casou com Sophia e abriu um restaurante. Antonio passou a fazer apenas duas coisas maravilhosamente bem: Cozinhas e amar. Mas seu amor era apenas por Sophia. Então Antonio fazia duas coisas bem: cozinhar e amar Sophia.
Continuou a fazer essas duas coisas durante toda a vida. Nunca teve nenhum problema com policia ou com nenhum detetive, porque ele era realmente bom quando matava. Nunca levantou suspeita sobre seu passado e nem Sophia sobre o dela. De vez em quando algum cliente reconhecia Sophia, mas ela educadamente e com um sorriso envergonhado respondia que era um engano. Quem discordaria de olhos tão bonitos, de uma pele tão macia e de um jeito tão meigo? Ninguém. E a vida dos dois seguiu e seguiu bem durante anos. Só que em uma manhã, enquanto Antonio preparava o café da manhã para Sophia, não conseguiu acorda-la. Com suas mãos, já debilitada por causa da idade, ela a sacudira e a beijava varias vezes. Só que Sophia já tinha ido. Quando abriu seu restaurante, algumas semanas depois, percebeu que não sabia mais cozinhas nem mesmo um simples ovo.
Fechou bem mais cedo e foi para casa. Chegando a sua casa pegou sua pistola Magnum 44 e notou que já não era mais bom em cozinhar, que seu único amor se foi e assim não era mais bom em amar também. Com sua pistola na mão testou e comprovou colocando a arma na testa que, sem Sophia, só era bom em matar.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Sabotar.
Eu saboto.
Tu sabotas.
Nós sabotamos.
Nós nos sabotamos.
E acabamos pondo um ponto final no que era para ter reticências.
O medo da certeza que nos aguarda.
O fim nos aguarda e esperamos por ele de braços aberto, tendo uma falsa ilusão de que isso é inalterável, imutável.
Não.
Não quero acreditar que isso está escrito para a gente. Não para nós dois. Estou alimentando pela primeira vez um sentimento de durabilidade. De inicio, meio e pra sempre.
Por que não nós? Responda-me: por que não nós? Por que devemos nos contentar com o fim? Com nosso fim? Não quero isso, eu não quero.
Meu querer, minha opinião, meu votos de durabilidade se vão com sua falta de crença nisso. E pouco a pouco, vou me contentando com suas palavras e suas previsões. Eu iria me contentar, na verdade.
Hoje irei lhe dizer que não. Não iremos estragar tudo dessa vez, não iremos perder algo belo que pode ser construído. Você me afasta, eu lhe afasto e por fim temos um buraco, um simples buraco que não nos deixa ficarmos juntos. Hoje irei lhe mostrar que estou disposto a fazer uma ponte, mas só possuo metade do material necessário. Preciso que você a continue. Preciso que você a complete. Preciso de você. E quando parecer que não será possível termina-la, eu irei lhe mostrar que é possível. Pois apesar de tudo, eu estarei sempre aqui para você, mesmo que você não esteja para mim, estarei sempre aqui para você e estarei sempre aqui para dizer que eu não desistirei de você.
Tu sabotas.
Nós sabotamos.
Nós nos sabotamos.
E acabamos pondo um ponto final no que era para ter reticências.
O medo da certeza que nos aguarda.
O fim nos aguarda e esperamos por ele de braços aberto, tendo uma falsa ilusão de que isso é inalterável, imutável.
Não.
Não quero acreditar que isso está escrito para a gente. Não para nós dois. Estou alimentando pela primeira vez um sentimento de durabilidade. De inicio, meio e pra sempre.
Por que não nós? Responda-me: por que não nós? Por que devemos nos contentar com o fim? Com nosso fim? Não quero isso, eu não quero.
Meu querer, minha opinião, meu votos de durabilidade se vão com sua falta de crença nisso. E pouco a pouco, vou me contentando com suas palavras e suas previsões. Eu iria me contentar, na verdade.
Hoje irei lhe dizer que não. Não iremos estragar tudo dessa vez, não iremos perder algo belo que pode ser construído. Você me afasta, eu lhe afasto e por fim temos um buraco, um simples buraco que não nos deixa ficarmos juntos. Hoje irei lhe mostrar que estou disposto a fazer uma ponte, mas só possuo metade do material necessário. Preciso que você a continue. Preciso que você a complete. Preciso de você. E quando parecer que não será possível termina-la, eu irei lhe mostrar que é possível. Pois apesar de tudo, eu estarei sempre aqui para você, mesmo que você não esteja para mim, estarei sempre aqui para você e estarei sempre aqui para dizer que eu não desistirei de você.
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