Os depois se despediram calorosamente, sabendo que aquele beijo poderia ser o ultimo. Conversaram andando ainda, cada um em sua direção até se virarem por completo e seguirem para casa.
Ela lhe disse que era melhor terminar. Ele a disse que isso não vai acontecer. Os motivos pelo qual ela queria terminar eram claros: um medo compreensivo do futuro e toda a catástrofe que os esperava.
E os motivos dele não querer terminar também era compreensivo: para começar de conversa ele não se importava com o que estaria por vim, ele queria aquilo, queria ela com ele, não estava interessado no que estaria por vim, só lhe interessava os momentos ótimos que passaram juntos.
O futuro só interessava a ela, não que ele não queria um futuro com ela. Acredite é o que ele mais quer. Só que esse medo do futuro não era algo que o pertencia. Não era uma preocupação que ele se permitia ter. Ela sempre foi mais lúcida. Escolheu o certo, que foi não se entregar por inteiro. Ir ao poucos. Colocar o pé na água para checar sua temperatura. Ele, claramente, mergulha de cabeça, sem nem se preocupar. Uma coisa os dois compartilhavam. O amor um pelo outro. Uma coisa que só pertencia a ele: a vontade de continuar. Só que o pessimismo era a que fazia ela ficar parada. E o otimismo o fazia querer sempre mais.
Igualmente realistas, eles não almejavam o eterno. Para sempre não era algo razoável para eles. Só que ela desistiu de tentar buscar o não razoável, o impensável, o impossível. E ele não.
Por fim, depois de uma longa conversa sobre o futuro. Decidiram por não decidirem nada. Deixar rolar; Se vão ficar da próxima vez que se vir, não se sabe. O que se sabe é que ele com certeza vai tentar e o tempo que ela demorar a ceder é o que decide isso...
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