sábado, 12 de novembro de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Ficou parado mais alguns instantes, com água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.













                 A menina que roubava livros.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O saxofonista que estava no caminho

O saxofonista que estava no caminho

Naquele dia ela saiu do quarto, botou suas botar pretas, vestiu seu sobretudo, pegou o guarda-chuva e saiu. Desceu quatro lances de escada antes de chagar a porta. Comprou um jornal na esquina, atravessou a avenida, andou três quadras, passou por um artista de rua que estava tirando seu saxofone da capa, atravessou mais uma rua e chegou a cafeteria. Pediu um café preto e dois pães de queijo. Enquanto o café não vinha, pegou o jornal e começou a ler. Leu metade da noticia principal antes de do café chegar. Dobrou o jornal e o colocou na mesa. Ela não acha que ia chamar atenção já que toma seu café normalmente, achava que ninguém nunca irar notar o modo em que contraia os lábios depois de cada gole, acredita que ninguém percebe que ela ler o jornal ao mesmo tempo em que morde o pão de queijo. Ela fez tudo como sempre fazia e nunca a acontecera nada de especial, porque daquela vez seria diferente? Bom, seria diferente porque o saxofonista a notou.
Então depois que ela cruzou com por mim, guardei meu sax e a segui discretamente até a padaria. Sentei longe o suficiente para ela não me reconhecer e perto o suficiente para deslumbrar cada movimento dela. Vi que ela trabalhava ali na frente e que não podia continuar com minha perseguição, então esperei ela terminar o café e ir para o trabalho antes de voltar ao meu trabalho. Quando ela saiu e foi trabalhar, peguei o saxofone e voltei para rua aonde tocava, toquei o dia todo esperando ela passar de novo por mim. Mas isso não aconteceu.
No dia seguinte cheguei mais cedo ao meu ponto de trabalho, quando percebi que ela se aproximava, comecei a tocar. Vi ela se aproximando, andando apressada como sempre, parei de tocar e a vi passar, quando ela passou por mim continuei a tocar, só que agora tinha motivos. E aconteceu a mesma coisa nos dias que se seguiram. Eu tocava, ela passava com pressa, eu parava a via passar por mim até ir embora. Depois de ma semana com a mesma rotina, ela pareceu notar e finalmente foi falar comigo.
- com licença. – meu coração se encheu de alegria ao ouvir sua voz
- pois não? - Respondi.
- porque senhor sempre para quando eu estou passando?
- porque é muito difícil tocar quando a musica do sax começam a se confundir com o som do seu coração acelerado.
Ela ficou sem jeito, me olhou e dessa vez não me viu apenas como um senhor de meia-idade, que tocava sax na rua. Ela me viu um homem doce e gentil, coisa que minha barba mal feita e os meus cabelos levemente grisalhos escondiam. Educadamente se aproximou de mim e perguntou.
- o senhor não gostaria de tomar um café comigo?
- eu vou, mas com duas condições.
- e quais seriam essas condições? – perguntou ela curiosa.
- você para de me chamar de senhor e me chamar de Tomas e me dizer seu nome.
Surpreendida com as minhas condições, simplesmente riu. Apenas riu.
- tudo bem Tomas. Eu sou Aline. Podemos tomar um café numa padaria que tem logo ali.
- então vamos... - enquanto iam caminhando junto, percebi que nosso assunto fluía naturalmente, que poderíamos falar por horas interruptas sem achar chato ou tedioso. Então chegou a fatídica hora em que ela iria trabalhar e eu voltaria ao meu ponto. Só que algo mudou. Enquanto tocava meu sax perto da hora de ir embora, notou que Aline se aproximava, ela nunca tinha voltado pelo mesmo lugar, ela só passara por ali porque era o caminha da padaria. Mas ela voltou pelo mesmo caminho. Apenas para ouvir o meu sax tocar.
Ela parou na minha frente, trazia uma sacola com pães de queijo, se sentou na calçada, pegou um pão e começou a comer ouvindo o saxofone tocar. Fiquei surpreso só que dessa vez não parei de tocar. Toquei mais alto e mais bonito. Fazendo ela ter contrações de emoções, orgasmos sonoros. Quando a musica acabou, eu coloquei o sax de lado, sentei ao lado de Aline e nós dois ficamos a eternidade de alguns segundo se olhando até que ela se aproximou do meu rosto e colocando a mão sobre minha orelha, me beijou. Se os segundos se olhando pareceram uma eternidade, os segundos durante o beijos pareciam centésimos, milésimos, passou rápido demais, acabou rápido de mais. Nossos rostos se afastaram, os olhos se abriram e se encontraram novamente. Os de Aline se esconderam em vergonha, os meus foram tomados pela surpresa e pela emoção. Ela se desculpou, e disse que cometeu um erro. Quem dera todos os erros fossem tão prazerosos como um beijo de Aline. Eu foi cavalheiro e admiti também ter culpa. Essa era uma culpa que qualquer um podia levar sem serias conseqüência. Depois das desculpas, ela riu, foi se levantando lentamente na frente dos olhos em mim até ficar em pé. Eu me levantei e fiquei diante dela. Ela me olhou e foi embora sem dizer mais nada. Eu podia ir atrás dela, devia ter ido atrás dela, mas minha mente ainda estava incrédula com o que tinha de acontecido, não consegui mover meus os pés. Não tinha o que fazer, em meu coração eu tinha certeza que a veria amanhã. Então o único movimento que fiz foi passar o dedo indicador em cima do meu lábio inferior e lembrar o lindo momento em que Aline me beijara.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Precisamos de uma razão. Qualquer uma, nem precisa ser verdade, apenas acreditável, convincente, ou simplesmente, seguida por muitas pessoas. Temos a incapacidades de sermos bom por nós mesmo. Necessitamos de algo que nus faça parar mesmo quando não for a nossa intenção. Deixamos de fazer coisas por medo e acabamos desperdiçando chances únicas. Existem coisas na vida que são impossíveis de explicar, mas não é impossível viver sem essa explicação. Não preciso de um apocalipse para lembrar que não posso matar, e também só porque não acredito em paraíso e em todo esse conto de fadas para fazer o bem, pensar nas outras pessoas. Não preciso freqüentar igrejas para ser salvo. Na verdade não tem nenhuma necessidade de me salvarem. Afinal, me salvar do que? De quem? De bestas mitológicas e do fim do mundo?
Não existem verdades absolutas, nem tão poucas homens que são donos da verdade. Não preciso seguir uma doutrina para fazer o certo e não fazer o que é errado, apenas sabe distingui-los

domingo, 19 de dezembro de 2010

Então, um dos caras mais inteligentes ultimamente e um ídolo a ser seguido por mim, é e sempre foi o Arnaldo Jabor. Desde suas criticas simples e reais no jornal do globo ou pelas suas brilhantes crônicas. Enfim, sem mais delongas, vou postar hoje uma crônica do mesmo.

Pessoas Inteligentes.

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia como idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor,de 2.000 REIS.Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.'Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.

domingo, 3 de outubro de 2010

Frustração matinal

Se você acorda de manha cedo, vai à cozinha, pega a maior caneca que possui, põe açúcar e quando olha pra cafeteira ou a pega percebe que não tem café, se isso acontece também com você, sabe o que eu to sentindo agora. Eu sempre faço a mesma coisa quando acordo cedo, eu ligo o pc, saio do quarto, vou pro banheiro e faço o que tenho que fazer, saio e vou a cozinha e pego café. Nem sempre meu pai acorda com tempo nem disposto pra fazer aquele café e ai o que eu faço? Eu tenho que fazer, só que meu café não é tão bom e aqui em casa não tem cafeteira (minha mãe diz que não quer um ataque do coração em mim antes dos 30). Ai tem também todo o trabalho de por a água no fogo, olhar o que ta acontecendo no pc, voltar e ver que a água ainda não ta ferveu, voltar pro pc e por vídeos pra carregar, por uma musicar ou serie pra baixar, e voltar pra por o pó do café, ai tem que mexer e não deixar queimar, enfim, é um longo trabalho que é recompensado ou por um café fraco igual água com uma colher de chá de café,ou, um tão forte que te deixa ligado na hora. Então é isso, no meu primeiro post desse novo blog, resolvi juntar dois dos temas do blog.